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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Avaliação de Sanidade Mental


     A avaliação da Sanidade Mental é um procedimento Médico Pericial que pode contar com a colaboração de outros profissionais como Psicólogos especialistas em Psicologia Jurídica.

     Os exames das funções psíquicas são realizados com entrevistas psiquiátricas focadas no objetivo pericial. Busca-se verificar a presença ou não de adoecimento, disfunção ou deficiência de cada uma das capacidades mentais e em caso de alteração estabelecer o quanto isto repercute nas diferentes esferas da vida do avaliado.

     Existem avaliações de Sanidade Mental de pessoas que sempre apresentaram um funcionamento pessoal globalmente saudável. Esta situação é comum para candidatos aprovados em concursos em que o edital determina comprovação de sua Saúde Mental.

Indicações de Avaliação da Sanidade Mental com finalidades jurídicas:


1) Cível - Possível Interdição - verificar capacidade de discernimento - casos de Demências, Esquizofrenia e Depressão Grave.

2) Trabalhista - verificar Nexo Causal e Nexo Técnico Epidemiológico - casos de Depressão associada ao ambiente de trabalho; Dependência Química no trabalho.

3) Previdenciária - verificar capacidade laborativa – casos de Depressão incapacitante ou não para a função de trabalho avaliada; Transtorno do Pânico limitante ao desempenho profissional.

4) Família - Sanidade Mental dos pais - capacidade de cuidar dos filhos; possibilidade de Crimes Sexuais; hipótese de pedofilia.

5) Administrativa - avaliação da Saúde Mental - casos de Assédio Moral; Dano Psíquico associado ao trabalho; casos de profissionais vítimas de sequestro no trabalho e que desenvolveram Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

6) Certificação Profissional - avaliação de profissionais cuja função e documentação dependem de confirmação de Sanidade Mental Preservada – casos dos Militares; Aeronavegantes (pilotos, comissários de bordo, mecânicos de vôo); operadores de grandes máquinas.

7) Criminal - Possível Medida de Segurança - verificar capacidades de Entendimento e Determinação – Psicoses; Dependência Química.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Quando procurar um médico psiquiatra?


A decisão de procurar um profissional de saúde mental não é fácil. Passa por uma série de mitos, preconceitos e estigmas. A primeira pergunta que muitos fazem é: “Se eu não sou louco, para que procurar o Médico Psiquiatra?”
É uma dúvida muito comum da maioria da população, uma vez que a psiquiatria vem, vagarosamente, vencendo os obstáculos dos preconceitos, facilitando o acesso ao tratamento e assim, proporcionando alívio do sofrimento psíquico e restituição da qualidade de vida perdida na vigência de perturbação mental.
Atualmente, admite-se que o homem é um ser BIOPSICOSSOCIAL, uma vez que é afetado globalmente por todos os aspectos inerentes á sua complexa forma de organização.
O primeiro ponto a esclarecer é que a psiquiatria não cuida apenas de doentes sem crítica, que estejam delirantes ou com alucinações. Cuida de ansiedade, depressão, instabilidade, irritabilidade, agitação. Enfim, cuida do sofrimento psíquico. Todos nós, em maior ou menor grau, devemos experimentar sentimentos de tristeza, angústia, ansiedade, alegria, raiva, irritação, pois estes sentimentos reações normais aos eventos vitais.
O limite que faz com que pensemos em doença é o sofrimento prolongado para si e outrem. Quando os estados passam a ser duradouros, comprometendo esferas social, familiar, laborativa e afetiva, devemos pensar em procurar um profissional. Infelizmente muitas pessoas levam anos até iniciar o tratamento. Isso pode ajudar a cronificar certos quadros, dificultando seu tratamento.
Além disso, o estado emocional relaciona-se com o sistema imunológico e seu comprometimento pode reduzir nossas defesas.
Imagine quais são as escolhas que um indivíduo pode fazer: buscar ajuda e tratamento psiquiátrico com um médico especializado que saberá orientá-lo a fim de definir o melhor projeto terapêutico, ou acreditar que faz parte da vida este sofrimento e considerar que, não sendo louco, jamais procurará um psiquiatra.

Resumo das mais frequentes indicações para procurar um Psiquiatra:

1- Sofrimento mental que atrapalha a vida.
2- Mudança de comportamento significativo.
3- Percepção dos familiares de que houve mudança de comportamento que pode comprometer a vida do indivíduo.

Na dúvida, busque informações e auxílio.