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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Causas da Ansiedade Patológica.



     Existem diversas teorias sobre a etiologia da Ansiedade Patológica. De modo resumido podemos citar dois grandes grupos. As teorias psicológicas e as teorias biológicas. Dentro destes grupos ainda podemos fazer várias subdivisões. De maneira bastante resumida, segundo Kaplan (1997) teríamos:

Teorias Psicológicas:


1. Teorias Psicanalíticas: Freud propõe em 1926, que a ansiedade seria um sinal para o ego de que um instinto inaceitável que está exigindo representação e descargas conscientes. Como sinal a ansiedade ativa o ego, para que este tome medidas defensivas contra as pressões interiores. Caso a ansiedade se eleve acima do baixo nível de intensidade característico de sua função como sinal, pode emergir com toda a fúria de um ataque de pânico.

2. Teorias Comportamentais: Ansiedade é uma resposta condicionada a estímulos específicos.

3. Teorias Cognitivas: Os pacientes com ansiedade tendem a superestimar o grau e a probabilidade de perigo em uma determinada situação e a subestimarem suas capacidades de enfrentarem as ameaças percebidas a seu bem-estar físico ou psicológico.

4. Teorias Existenciais: As pessoas tornam-se conscientes de um profundo vazio em suas vidas, uma percepção que pode tornar-se ainda mais perturbadora do que a aceitação da inevitabilidade da morte. A Ansiedade é a resposta do indivíduo a este imenso vazio de existência e significado.

Teorias Biológicas:


1. Superestimulação do sistema nervoso autônomo simpático.

2. Desregularão no funcionamento de neurotransmissores: Noradrenalina, Serotonina e GABA.

3. Dentre as teorias biológicas ainda existem achados de alterações em imagens cerebrais, mostrando alterações neuroanatômicas, principalmente no sistema límbico, lobos temporais e regiões pré-frontais, além de um componente genético variável.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ansiedade Normal X Ansiedade Patológica


     O termo “Ansiedade” é utilizado de modo geral para três grandes grupos de situações, divididas didaticamente em:

1- Ansiedade Normal: sensação que se caracteriza por um sentimento difuso, desagradável e vago de apreensão, frequentemente, acompanhado por sintomas autonômicos, como cefaleia, perspiração, palpitações, aperto no peito e leve desconforto abdominal. A ansiedade é uma resposta a uma ameaça desconhecida, interna, vaga ou de origem conflituosa, que serve para avisar sobre um perigo iminente e possibilita a tomada de medidas para enfrentar a ameaça. (Kaplan e cols., Compêndio de Psiquiatria, 1997).

2- Ansiedade Patológica: é um sintoma de um processo patológico mental ou orgânico (Botega e cols., Prática Psiquiátrica no Hospital Geral, 2006), com sensações semelhantes à Ansiedade Normal. Pode ocorrer em diversos transtornos mentais ou orgânicos.

3- Transtornos de Ansiedade: conjunto estruturado de sinais e sintomas que apresentam causas semelhantes, levando ao desvio do estado normal. Pelo DSM-IV-TR são eles: Transtorno de Pânico sem Agorafobia, Transtorno de Pânico com Agorafobia, Agorafobia Sem Histórico de Transtorno de Pânico, Fobia Específica, Fobia Social, Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno de Estresse Pós-Traumático, Transtorno de Estresse Agudo, Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno de Ansiedade Devido a uma Condição Médica Geral, Transtorno de Ansiedade Induzido por Substâncias e Transtorno de Ansiedade sem Outra Especificação.

     A ansiedade tende a produzir confusão e distorções perceptivas, não apenas em termos de tempo e espaço, mas de pessoas e significado dos eventos. Essas distorções podem interferir no aprendizado, baixando a concentração, reduzindo a memória e prejudicando a capacidade de relacionar uma coisa com outra (associação). (Kaplan e cols., Compêndio de Psiquiatria, 1997).

     Além disso, a Ansiedade Normal / Patológica é o grande sintoma de características psicológicas que mostra a intersecção entre o físico e psíquico, uma vez que tem claros sintomas físicos como taquicardia, sudorese, tremores, tensão muscular, aumento das secreções, aumento da motilidade intestinal, cefaleia, etc.

     Também devemos diferenciar a Ansiedade do medo. O medo é um sinal de alerta similar ao da Ansiedade, mas distingue-se por ser uma resposta a uma ameaça conhecida, externa, definida ou de origem não conflituosa. A principal característica psicológica entre as duas respostas emocionais é a natureza aguda do medo e o caráter crônico da ansiedade. (Kaplan e cols., Compêndio de Psiquiatria, 1997).

     Nos casos de Ansiedade, a primeira atitude a se tomar é tentar diferenciar entre Ansiedade Normal e Ansiedade Patológica, algo difícil muitas vezes. Rosenbaum e cols. (1991/1994) tentaram fazer esta distinção utilizando-se de quatro critérios:

  • Autonomia: a ansiedade ocorre sem causa aparente ou, se existe um estímulo, a reação é desproporcional.
  • Intensidade: elevada; relacionada com um alto nível de sofrimento ou com baixa capacidade de tolerá-lo.
  • Duração: mantida ou recorrente.
  • Comportamento: disfuncional, mal adaptativo (rituais, evitação, compulsões), com prejuízo global do funcionamento.