link

Site: saudeemocional.org Contato: dr.fabiopq@gmail.com

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Como encontrar um Médico Psiquiatra qualificado e competente.



     Na sociedade contemporânea é frequente a busca por profissionais que realizam tarefas importantes e especializadas.

     Em São Paulo existe um enorme número de profissionais e diversas fontes de comunicação, entretanto muitas vezes ficamos perdidos, e contratamos profissionais não satisfatórios.

     A procura é aflitiva quando se precisa de um Médico, e ainda mais aflitiva, se for um Médico Psiquiatra. Afinal, a tarefa em questão envolve o nosso bem mais precioso: a nossa Saúde Mental.

     Existem alguns itens que devemos observar ao procurar um Médico Psiquiatra:

1- Graduação em uma ótima faculdade de Medicina.


     É na graduação, ao longo de seis anos em horário integral, que se aprende os pilares da boa prática médica.

     Existe mais de uma centena de faculdades de Medicina em nosso país, sendo que dezenas se localizam no estado de São Paulo. Infelizmente a qualidade da maioria delas não oferece uma formação adequada, sendo algumas apenas fábricas de diplomas. Fato confirmado desde 2005 pelo Exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP), realizado em estudantes no final do curso de Medicina (similar à prova da OAB).

Dados do Exame de 2011




Maiores detalhes: http://www.cremesp.org.br/pdfs/Exame_Cremesp_%202011.pdf   (visitado em dez/2011)

     Por isso na hora de escolher o seu Médico procure profissionais formados em faculdades renomadas como:

  • Universidade Federal de São Paulo / Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM)
  • Universidade de São Paulo (USP)
  • Universidade do Estado de São Paulo (UNESP)
  • Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP)

2- Residência Médica em Psiquiatria.


     Este é um dos itens mais importantes na escolha de um ótimo Médico Psiquiatra. O Médico que cursou Residência Médica em Psiquiatria se preparou por pelo menos três anos em horário integral, frequentando aulas e atendendo pacientes sob supervisão. Ao final recebeu o Título de Especialista em Psiquiatria pelo Ministério da Educação.

     No entanto, alguns Médicos Psiquiatras conseguem o Título de Psiquiatria fazendo especializações ou prestando uma prova junto à Associação Brasileira de Psiquiatria. Estes podem ser ótimos profissionais, no entanto provavelmente não passaram por uma formação extensa como a Residência Médica em Psiquiatria. Em São Paulo as mais bem conceituadas Residências Médicas em Psiquiatria são as da UNIFESP/EPM e USP.

3- Título de Especialista em Psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria.

     A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) confere o Título de Especialista em Psiquiatria (TEP) após o Médico comprovar conhecimentos suficientes na especialidade.

     Por estarem em um ambiente questionador e em contato com diversos profissionais de sua área, terão menores dificuldades para lidar com situações complexas e atípicas.

     Alguns psiquiatras não possuem o TEP. Para saber os psiquiatras que possuem o TEP clique no link abaixo, selecione estado e cidade: Pesquisar inscrição de profissional na Associação Brasileira de Psiquiatria.

4- Vínculo com Instituição de Ensino.


     Profissionais ligados a instituições de ensino, principalmente Universidades, tem acesso aos novos conhecimentos de modo mais rápido, e assim mais facilmente se mantém atualizados.

     Normalmente esses profissionais apresentam um Currículo Lattes cadastrado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para acessar visite: Plataforma Lattes

5- Indicação de amigos.


     O Médico Psiquiatra deve ser dedicado, atento, prestativo, interessado e bom ouvinte. Sem esses atributos ele não fará um atendimento humanizado, o que ocasionará maiores dificuldades para um correto diagnóstico e uma acertada terapêutica.

     Essas características só poderão ser avaliadas durante um atendimento. Por isso, quando algum amigo ou conhecido indicar um Médico Psiquiatra, pergunte se ele apresenta essas características.



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Causas da Ansiedade Patológica.



     Existem diversas teorias sobre a etiologia da Ansiedade Patológica. De modo resumido podemos citar dois grandes grupos. As teorias psicológicas e as teorias biológicas. Dentro destes grupos ainda podemos fazer várias subdivisões. De maneira bastante resumida, segundo Kaplan (1997) teríamos:

Teorias Psicológicas:


1. Teorias Psicanalíticas: Freud propõe em 1926, que a ansiedade seria um sinal para o ego de que um instinto inaceitável que está exigindo representação e descargas conscientes. Como sinal a ansiedade ativa o ego, para que este tome medidas defensivas contra as pressões interiores. Caso a ansiedade se eleve acima do baixo nível de intensidade característico de sua função como sinal, pode emergir com toda a fúria de um ataque de pânico.

2. Teorias Comportamentais: Ansiedade é uma resposta condicionada a estímulos específicos.

3. Teorias Cognitivas: Os pacientes com ansiedade tendem a superestimar o grau e a probabilidade de perigo em uma determinada situação e a subestimarem suas capacidades de enfrentarem as ameaças percebidas a seu bem-estar físico ou psicológico.

4. Teorias Existenciais: As pessoas tornam-se conscientes de um profundo vazio em suas vidas, uma percepção que pode tornar-se ainda mais perturbadora do que a aceitação da inevitabilidade da morte. A Ansiedade é a resposta do indivíduo a este imenso vazio de existência e significado.

Teorias Biológicas:


1. Superestimulação do sistema nervoso autônomo simpático.

2. Desregularão no funcionamento de neurotransmissores: Noradrenalina, Serotonina e GABA.

3. Dentre as teorias biológicas ainda existem achados de alterações em imagens cerebrais, mostrando alterações neuroanatômicas, principalmente no sistema límbico, lobos temporais e regiões pré-frontais, além de um componente genético variável.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O que é Medicina Comportamental?



     Algumas definições possíveis são:

  • Proposta por Schwartz e Weiss (1978) “Um campo interdisciplinar interessado na integração e desenvolvimento científico e técnico dos aspectos psicossociais, biomédicos e comportamentais relevantes à saúde e a doença e na aplicação desses conhecimentos e técnicas na prevenção, etiologia, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças”.
  • De acordo com Juan F. Godoy (1996), Medicina Comportamental se define como “amplo campo de integração de conhecimentos que procedem de disciplinas muito diferentes, entre as quais cabe destacar (como pode depreender-se da rotulação outorgada à área) as biomédicas (anatomia, fisiologia, endocrinologia, epidemiologia, neurologia, psiquiatria etc.) por um lado, e as psicossociais (aprendizagem, terapia e modificação de comportamento, psicologia comunitária, sociologia, antropologia etc.), por outro. Tais conhecimentos dirigem-se à promoção e manutenção da saúde e à prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação da doença”.
  • É um campo de conhecimento interdisciplinar que “focaliza a interação entre o cérebro, mente, corpo e comportamento e as poderosas formas nas quais os fatores emocional, social, espiritual pode afetar diretamente a saúde” (NCCAM Publication Nº D239, agosto/2005).


     "Constitui uma abordagem que, propondo o uso de métodos comportamentais fundamentados em processos de aprendizagem, contribui para o alívio do sofrimento emocional e a melhora de qualidade de vida. Hoje, cada vez mais a Medicina Comportamental vem se aliando às técnicas da Medicina convencional, ganhando contornos de uma abordagem de suma importância, principalmente considerando-se a relação custo-benefício, com recursos terapêuticos poderosos, fundamentados na relação mente-corpo. Destacam-se como técnicas relevantes desse campo as técnicas de relaxamento e o biofeedback, as terapias cognitivo-comportamentais, a hipnose, práticas meditativas e as estratégias de ”life management coaching”.
     No Brasil, a Medicina Comportamental, ainda numa fase embrionária, vem sendo implantada, no meio acadêmico, por iniciativa do Prof. Dr. José Roberto Leite, como um corpo de conhecimento e de técnicas cujo objetivo fundamental é o de propor ações que aumentem a eficácia das estratégias convencionais."    
Extraído do site: www.cemco.com.br, (visto outubro/2011).


     Acrescento que o novo campo chamado Psicologia Positiva possui muitas ferramentas úteis para a Medicina Comportamental.